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31.1.07

As horas



Adquiri este livro a algum tempo, pretendia le-lo e assistir ao filme. Ficou muito tempo em minha estante. Sabia da estória, já havia lido algumas resenhas e matérias. O tempo passou e tanto a leitura quanto o filme ficaram para qualquer dia.
Este dia chegou e a leitura do livro me surpreendeu bastante.
O livro narra um dia na vida de tres personagens, um dia apenas e em torno de acontecimentos que julgariamos banais do nosso dia a dia o autor conseguiu construir um painel interessante e comovente.
Após este texto deixarei alguns dados sobre o filme e o livro, na minha opinião: imperdiveís.
Apesar das personagens principais serem mulheres é muito fácil a qualquer um se colocar no lugar delas e ver que em um dia, apenas em um dia, como todas as nossas angústias, dúvidas, alegrias e decisões podem parecer simples ou enormes e impossiveís.
Como é fácil notar que a maneira como levamos a vida (todos nós, com rarissimas exceções) ou deixamos a vida nos levar, por comodismo, por pura preguiça ou por acharmos que se mudarmos algo em nós ou em nossas vidas isto irá afetar aos que nos são próximos.
Não sei se num texto de Lya Luft, é dito que sempre existirá um preço a pagar por nossas decisões. Se tomarmos a decisão certa o preço será um, se errada outro ou mesmo se protelarmos ou não quisermos decidir, haverá sim um preço a pagar.
O livro deixa esta lição, o que fazemos ou deixamos de fazer, tem uma influência enorme no mundo, no nosso e nos dos outros, estejam eles próximos ou não de nós.
Veremos como é necessário parar e pensar e procurar compreender os nossos sentimentos, as nossas angústias e para onde e como queremos que nossa vida vá.
A meditação prega o "não pensamento", momentos em que nos desligamos de tudo. Mas devem ser "momentos" apenas, uma pausa necessária para podermos respirar e verificar o que é realmente importante e imprescindivel.
Fica aqui uma bela sugestão (pena que as férias de muitos estão acabando) de leitura e de assistir a um bom filme, com boas interpretações.
Livro: As Horas
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 8571649073
Ano: 1999
Edição: 1
Número de páginas: 179
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
( dados site www.submarino.com.br)
Para um romance ser cult, é preciso que seja culto. Este virou cult, por enquanto, só nos Estados Unidos. No Brasil, por enquanto é apenas culto. Afinal, ele conta a história de como a autora inglesa Virginia Woolf escreveu o romance “A Sra. Dalloway” em 1923 (traduzido pela Companhia. das Letras como “Mrs. Dalloway”), de como a dona de casa grávida, Laura, leu esse livro em 1949 enquanto assava um bolo, e de como a editora Clarissa, nos ano de 1990, organizou a festa de aniversário de seu ex-amante gay e aidético. Mas Virginia Woolf, no Brasil, é mais conhecida como nome de filme do casal Richard Burton-Elizabeth Taylor (“Quem Tem Medo de Virginia Woolf?”) do que como escritora. Assim, o mérito desse livro, aqui, é divulgar... a obra de Woolf! Que por sinal achava que James Joyce escrevia mal! -- por Renato Pompeu



A complexidade das relações humanas
Três histórias paralelas e aparentemente independentes são narradas em mais esta surpreendente realização do escritor norte-americano Michael Cunningham, autor de Laços de Sangue e Uma Casa no Fim do Mundo. A primeira história, protagonizada por ninguém menos do que Virgínia Woolf (1882-1941), dá conta do dia em que a escritora inglesa começou a escrever o romance Mrs. Dalloway. Na segunda, descreve-se um momento na vida de Clarissa Waughan, uma novaiorquina comum, focada no dia em que prepara uma festa para um grande amigo poeta, portador de HIV, e que acaba de ganhar um importante prêmio literário. A terceira história focaliza a dona de casa californiana Laura Brown que, mergulhada na leitura de um livro, tenta fugir da rotina de seu casamento tedioso. Situadas em tempos e lugares distintos, a vida dessas três mulheres, capítulo a capítulo, convergem em uma única e inesperada cena. Mais do que a tocante recriação do espírito literário de Virgínia Woolf, talvez a maior beleza deste livro resida na espantosa capacidade do autor em sintetizar as grandes desilusões que marcam as frustratas tentativas de nos relacionarmos uns com os outros, um nó acentuado pelo que se convencionou chamar de modernidade.-- por Hamilton dos Santos
Filme: As horas (the hours)
EUA - 2002 - Drama - 114 minutos
Direção: Stephen Daldry
Roteiro: David Hare
Direção de Fotografia: Seamus McGarvey
Montagem: Peter Boyle
Elenco: Meryl Streep, Nicole Kidman, Julianne Moore, John C. Relly e Ed Harris
Distribuição:
Lumière

O diretor Stephen Daldry (Billy Elliott) leva às telas a história de três mulheres, todas envolvidas com a leitura de "Mrs. Dalloway", de Virginia Woolf. Com Julianne Moore, Nicole Kidman, Meryl Streep, Ed Harris, Toni Collette, Claire Danes, Jeff Daniels e John C. Reilly. Vencedor do Oscar de Melhor Atriz.

Uma leitura nunca será "desatualizada",ela terá sempre o momento certo, o filme é de 2002. Mas a leitura foi tão atual que realmente merece ser visto ou lido, ou ainda melhor: veja o filme e leia o livro !!

1 Comentários:

  • Grande Dácio que fortalece nosso jornal. abçs. Milbs editor

    Por Blogger Unknown, às 11:51 AM  

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